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Lembranças de 1977
Os personagens carregam amores interrompidos, esperas e feridas herdadas. Marcel e Anna Bela vivem um sentimento marcado pela distância, pelas cartas e pelo reencontro adiado. Eliseu e Clarisse representam a dor antiga de um amor impedido pela intolerância e pela autoridade familiar. Entre passado e presente, cada personagem revela que certas lembranças continuam vivas mesmo depois de muitos anos.


Eliseu Jovem
Representa o amor proibido no passado. Ele é o homem apaixonado que enfrenta uma barreira social, familiar e religiosa maior do que ele. Seu amor por Clarisse é sincero, intenso e corajoso, mas está cercado por medo, ameaça e rejeição.
Ele não aparece como alguém fraco. Ao contrário: Eliseu jovem tem coragem de permanecer diante do portão, na chuva, mesmo sabendo que não é aceito. Sua dor nasce da pergunta essencial do personagem:
No roteiro, ele é impedido de viver o amor por Clarisse por ser judeu, e essa intolerância transforma uma história íntima em tragédia familiar.
Conceito central: O jovem apaixonado que enfrenta a intolerância e se torna a primeira ferida de amor da história.
Eliseu jovem é: Um homem parado na chuva diante de um portão fechado, carregando um amor que o mundo não permite entrar, é a origem da memória ferida: um homem apaixonado que desafia o medo e a rejeição por amor a Clarisse, mas é barrado por uma intolerância que atravessará gerações.
Ele não aparece como alguém fraco. Ao contrário: Eliseu jovem tem coragem de permanecer diante do portão, na chuva, mesmo sabendo que não é aceito. Sua dor nasce da pergunta essencial do personagem:
No roteiro, ele é impedido de viver o amor por Clarisse por ser judeu, e essa intolerância transforma uma história íntima em tragédia familiar.
Conceito central: O jovem apaixonado que enfrenta a intolerância e se torna a primeira ferida de amor da história.
Eliseu jovem é: Um homem parado na chuva diante de um portão fechado, carregando um amor que o mundo não permite entrar, é a origem da memória ferida: um homem apaixonado que desafia o medo e a rejeição por amor a Clarisse, mas é barrado por uma intolerância que atravessará gerações.


Clarisse Jovem.png
É o amor dividido entre desejo e medo. Ela ama Eliseu, mas vive submetida à autoridade do pai, Onofre. Sua tragédia está justamente em amar alguém que ela sabe que sua família jamais aceitará. Ela não deixa de amar; ela tenta proteger. Quando pede que Eliseu vá embora, não é por falta de sentimento, mas por medo do que pode acontecer com ele. Clarisse carrega a delicadeza da paixão e o pavor da violência paterna.
Conceito central: A mulher que ama, mas é obrigada a escolher entre o coração e a sobrevivência, é uma personagem de tensão. Ela quer Eliseu perto, mas sabe que a presença dele diante daquele portão pode gerar destruição. Sua despedida é um ato de amor e desespero ao mesmo tempo.
Clarisse é como: uma rosa sob chuva forte: ainda bela, ainda viva, mas esmagada pela tempestade que a cerca, é a jovem que ama Eliseu em silêncio e medo, tentando protegê-lo de uma violência familiar que transforma o amor em separação.
Conceito central: A mulher que ama, mas é obrigada a escolher entre o coração e a sobrevivência, é uma personagem de tensão. Ela quer Eliseu perto, mas sabe que a presença dele diante daquele portão pode gerar destruição. Sua despedida é um ato de amor e desespero ao mesmo tempo.
Clarisse é como: uma rosa sob chuva forte: ainda bela, ainda viva, mas esmagada pela tempestade que a cerca, é a jovem que ama Eliseu em silêncio e medo, tentando protegê-lo de uma violência familiar que transforma o amor em separação.


Onofre Bisavô de Anna Bela
É a autoridade intolerante do passado. Ele representa o bloqueio, o preconceito e o poder familiar que decide quem pode amar, quem pode entrar e quem deve ser expulso. Ele não é apenas “o pai rígido”. Onofre é a força que transforma o portão em fronteira. Para ele, o amor de Clarisse por Eliseu não é visto como sentimento, mas como afronta, ameaça e desobediência.
Conceito central: O homem que usa a autoridade paterna como arma contra o amor que não aceita compreender. Onofre é essencial porque sua violência não termina nele. O ato de impedir Clarisse e Eliseu cria uma herança emocional que chega até Marcel e Anna Bela. Ele é o primeiro grande obst áculo da história e a raiz de uma separação que se prolonga no tempo.
Onofre é como: O portão fechado durante a tempestade: duro, frio e impossível de atravessar sem dor. é o pai autoritário que transforma preconceito em violência, interrompendo o amor de Clarisse e Eliseu e deixando uma marca que atravessa gerações.
Conceito central: O homem que usa a autoridade paterna como arma contra o amor que não aceita compreender. Onofre é essencial porque sua violência não termina nele. O ato de impedir Clarisse e Eliseu cria uma herança emocional que chega até Marcel e Anna Bela. Ele é o primeiro grande obst áculo da história e a raiz de uma separação que se prolonga no tempo.
Onofre é como: O portão fechado durante a tempestade: duro, frio e impossível de atravessar sem dor. é o pai autoritário que transforma preconceito em violência, interrompendo o amor de Clarisse e Eliseu e deixando uma marca que atravessa gerações.


Marcel Criança
Representa a inocência do amor em seu primeiro nascimento. Ele é o menino que descobre em Anna Bela uma presença afetiva capaz de transformar uma tarde comum em memória eterna.
Sua história começa na brincadeira, no balanço, nas poças de água, na timidez e no encanto. Mas essa inocência é interrompida cedo pela partida forçada, pela fuga com o avô e pela separação inesperada.
Conceito central: O menino que descobre o amor antes de entender a dor da ausência. Marcel criança carrega ternura e desamparo. Ele ainda não compreende totalmente os conflitos dos adultos, mas sente diretamente suas consequências. Sua infância é marcada por uma ruptura: ele deixa para trás a amiga, a pracinha e a possibilidade de uma vida simples.
É como uma carta escrita antes da hora: cheia de sentimento, mas perdida antes de chegar ao destino, é o início puro da lembrança, um menino sensível que encontra em Anna Bela seu primeiro amor, mas é levado embora antes que possa compreender o peso da despedida.
Sua história começa na brincadeira, no balanço, nas poças de água, na timidez e no encanto. Mas essa inocência é interrompida cedo pela partida forçada, pela fuga com o avô e pela separação inesperada.
Conceito central: O menino que descobre o amor antes de entender a dor da ausência. Marcel criança carrega ternura e desamparo. Ele ainda não compreende totalmente os conflitos dos adultos, mas sente diretamente suas consequências. Sua infância é marcada por uma ruptura: ele deixa para trás a amiga, a pracinha e a possibilidade de uma vida simples.
É como uma carta escrita antes da hora: cheia de sentimento, mas perdida antes de chegar ao destino, é o início puro da lembrança, um menino sensível que encontra em Anna Bela seu primeiro amor, mas é levado embora antes que possa compreender o peso da despedida.


Anna Bela Criança
É a memória afetiva em estado puro. Ela representa a delicadeza, a espera e o encanto da infância, mas também a primeira experiência da ausência.
Ela é a menina da pracinha, do vestido sujo, da boneca, do balanço e da canção. Em sua relação com Marcel, existe birra infantil, afeto, timidez e um sentimento que ainda não sabe nomear. Quando Marcel desaparece, essa ausência se transforma em espera.
Conceito central: A menina que transforma uma brincadeira interrompida em saudade para a vida inteira. Anna Bela criança não entende plenamente por que Marcel se foi, mas sente a falta dele como uma ferida crescente. Ela representa o amor que permanece mesmo sem explicação, mesmo sem resposta, mesmo sem carta recebida.
Anna Bela criança é como uma boneca esquecida no balanço: pequena, delicada e carregada de uma espera maior do que ela, é a menina da lembrança e da espera, uma infância marcada pela doçura de Marcel e pela ausência que passa a acompanhá-la desde cedo.
Ela é a menina da pracinha, do vestido sujo, da boneca, do balanço e da canção. Em sua relação com Marcel, existe birra infantil, afeto, timidez e um sentimento que ainda não sabe nomear. Quando Marcel desaparece, essa ausência se transforma em espera.
Conceito central: A menina que transforma uma brincadeira interrompida em saudade para a vida inteira. Anna Bela criança não entende plenamente por que Marcel se foi, mas sente a falta dele como uma ferida crescente. Ela representa o amor que permanece mesmo sem explicação, mesmo sem resposta, mesmo sem carta recebida.
Anna Bela criança é como uma boneca esquecida no balanço: pequena, delicada e carregada de uma espera maior do que ela, é a menina da lembrança e da espera, uma infância marcada pela doçura de Marcel e pela ausência que passa a acompanhá-la desde cedo.


Eliseu Idoso
É o guardião da dor antiga. Ele carrega no corpo e na memória o peso de um amor interrompido no passado e de uma fuga que muda o destino de Marcel.
Ele representa a geração anterior, marcada pela intolerância, pela perseguição e pela impossibilidade de viver plenamente o amor. Sua presença não é apenas familiar; ele é a raiz de uma história que se repete de outra forma nos mais jovens.
Conceito central: O homem que sobreviveu ao passado, mas carregou consigo a culpa e o silêncio daquilo que não pôde viver.
Eliseu idoso conduz Marcel para longe, mas essa partida não é simples crueldade. Há medo, segredo e tentativa de proteção. Ele parece saber que o passado ainda oferece perigo, mesmo que Marcel não compreenda.
Eliseu é como um poste antigo numa praça vazia: ainda de pé, ainda iluminando pouco, mas cercado por lembranças que o tempo não apagou. Ele é a memória viva do amor proibido, um homem marcado pela perda e pela fuga, que leva Marcel consigo enquanto tenta escapar de um passado que nunca deixou de persegui-lo.
Ele representa a geração anterior, marcada pela intolerância, pela perseguição e pela impossibilidade de viver plenamente o amor. Sua presença não é apenas familiar; ele é a raiz de uma história que se repete de outra forma nos mais jovens.
Conceito central: O homem que sobreviveu ao passado, mas carregou consigo a culpa e o silêncio daquilo que não pôde viver.
Eliseu idoso conduz Marcel para longe, mas essa partida não é simples crueldade. Há medo, segredo e tentativa de proteção. Ele parece saber que o passado ainda oferece perigo, mesmo que Marcel não compreenda.
Eliseu é como um poste antigo numa praça vazia: ainda de pé, ainda iluminando pouco, mas cercado por lembranças que o tempo não apagou. Ele é a memória viva do amor proibido, um homem marcado pela perda e pela fuga, que leva Marcel consigo enquanto tenta escapar de um passado que nunca deixou de persegui-lo.


Marieta
Representa a presença doméstica da ordem, do cuidado e da rigidez cotidiana. Ela não está no centro do romance, mas faz parte do universo que cerca Anna Bela, funcionando como uma figura de vigilância, rotina e autoridade prática dentro da casa.
Sua voz chama Anna Bela para dentro, interrompendo a brincadeira e marcando o limite entre o mundo livre da praça e o espaço controlado da casa. Marieta é uma personagem que reforça a ideia de que a infância de Anna Bela não é totalmente livre: há sempre alguém chamando, vigiando, impondo horário e comportamento.
Conceito central: A guardiã da casa que protege e limita ao mesmo tempo. Marieta é como a porta da casa entreaberta: abrigo para uns, limite para outros, é a governanta que representa a ordem da casa, uma presença firme que cuida, vigia e delimita o espaço entre a liberdade da rua e as regras do lar.
Sua voz chama Anna Bela para dentro, interrompendo a brincadeira e marcando o limite entre o mundo livre da praça e o espaço controlado da casa. Marieta é uma personagem que reforça a ideia de que a infância de Anna Bela não é totalmente livre: há sempre alguém chamando, vigiando, impondo horário e comportamento.
Conceito central: A guardiã da casa que protege e limita ao mesmo tempo. Marieta é como a porta da casa entreaberta: abrigo para uns, limite para outros, é a governanta que representa a ordem da casa, uma presença firme que cuida, vigia e delimita o espaço entre a liberdade da rua e as regras do lar.


Marcel jovem
Representa o amor que atravessou a distância e sobreviveu à ausência. Ele retorna não apenas para reencontrar Anna Bela, mas para recuperar uma parte de si mesmo que ficou presa na infância.
A vida levou Marcel para longe, para a perda, para a solidão e para a dureza. Ainda assim, o sentimento por Anna Bela permaneceu como uma espécie de guia afetivo. Suas cartas são tentativas de reconstruir uma ponte com o passado.
Conceito central: O jovem que retorna à origem da lembrança para descobrir se o amor resistiu ao tempo. O jovem que carrega maturidade e esperança.
Ele já não é o menino da pracinha, mas continua sendo atravessado por aquela memória. Seu retorno é um gesto de coragem emocional: voltar para onde doeu, na tentativa de transformar ausência em reencontro.
É como uma carta finalmente endereçada: depois de anos perdida, encontra o caminho de volta para o amor, é o retorno do amor interrompido, um homem marcado pela perda e pela distância que volta à pracinha em busca de Anna Bela e da parte de si que ficou no passado.
A vida levou Marcel para longe, para a perda, para a solidão e para a dureza. Ainda assim, o sentimento por Anna Bela permaneceu como uma espécie de guia afetivo. Suas cartas são tentativas de reconstruir uma ponte com o passado.
Conceito central: O jovem que retorna à origem da lembrança para descobrir se o amor resistiu ao tempo. O jovem que carrega maturidade e esperança.
Ele já não é o menino da pracinha, mas continua sendo atravessado por aquela memória. Seu retorno é um gesto de coragem emocional: voltar para onde doeu, na tentativa de transformar ausência em reencontro.
É como uma carta finalmente endereçada: depois de anos perdida, encontra o caminho de volta para o amor, é o retorno do amor interrompido, um homem marcado pela perda e pela distância que volta à pracinha em busca de Anna Bela e da parte de si que ficou no passado.


Anna Bela Jovem
Representa a espera que amadureceu sem deixar de amar. Ela cresceu, mudou, viveu outros anos, mas permaneceu ligada à lembrança de Marcel como se o tempo tivesse passado ao redor dela, não dentro dela.
Sua espera não é passiva: é uma forma de fidelidade emocional àquilo que sentiu na infância. Anna Bela jovem carrega saudade, esperança e a dor de nunca ter recebido as cartas que poderiam ter mudado sua história.
Conceito central: A mulher que cresceu esperando por um amor que o tempo não conseguiu apagar. Ela é a primavera possível depois de tantos outonos.
Quando o reencontro finalmente acontece, Anna Bela representa a confirmação de que certas lembranças não morrem: apenas aguardam o momento de florescer.
Anna Bela jovem é como pétalas coloridas sobre uma praça antiga: prova de que o tempo passou, mas ainda pode haver primavera onde antes só havia folhas secas, é a memória transformada em esperança, uma mulher marcada pela espera que reencontra em Marcel a possibilidade de florescer aquilo que o tempo tentou interromper.
Sua espera não é passiva: é uma forma de fidelidade emocional àquilo que sentiu na infância. Anna Bela jovem carrega saudade, esperança e a dor de nunca ter recebido as cartas que poderiam ter mudado sua história.
Conceito central: A mulher que cresceu esperando por um amor que o tempo não conseguiu apagar. Ela é a primavera possível depois de tantos outonos.
Quando o reencontro finalmente acontece, Anna Bela representa a confirmação de que certas lembranças não morrem: apenas aguardam o momento de florescer.
Anna Bela jovem é como pétalas coloridas sobre uma praça antiga: prova de que o tempo passou, mas ainda pode haver primavera onde antes só havia folhas secas, é a memória transformada em esperança, uma mulher marcada pela espera que reencontra em Marcel a possibilidade de florescer aquilo que o tempo tentou interromper.
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