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Flor de Liz
Os personagens vivem entre afeto, desejo, culpa e abandono. Liz representa a inocência ferida pelo luto e pelo despertar de um amor proibido. Lúcia carrega o cuidado, o trauma e a culpa de quem ama tentando proteger. A casa torna-se um espaço de beleza e sufocamento, onde cada vínculo floresce entre silêncio, medo e segredo.


Liz Figurino 01
O primeiro figurino de Liz tem uma delicadeza íntima, quase infantil. O rosa claro, os laços, a renda e os pés descalços reforçam a vulnerabilidade dela dentro do quarto. É Liz ainda em estado de dependência emocional, ligada ao medo, ao luto e à necessidade de cuidado.
Conceito do figurino: A inocência protegida, mas já ferida pela ausência, combina com a Liz do início: frágil, assustada, ainda buscando em Lúcia uma presença materna, amiga e protetora.
Uma flor ainda fechada, delicada demais para o mundo.
Conceito do figurino: A inocência protegida, mas já ferida pela ausência, combina com a Liz do início: frágil, assustada, ainda buscando em Lúcia uma presença materna, amiga e protetora.
Uma flor ainda fechada, delicada demais para o mundo.


Liz figurino 2
O segundo figurino marca a transformação. O vestido rosa de época, mais estruturado, com corset, volume e aparência romântica, mostra Liz começando a se perceber como mulher. Ele carrega beleza, desejo, descoberta e constrangimento.
É o figurino do desabrochar: Liz já não é apenas a menina protegida. Ela começa a sentir o próprio corpo, a própria imagem e o efeito que causa nos outros — inclusive em Lúcia.
Conceito do figurino: O desabrochar da flor diante do espelho e do desejo, o figurino deve transmitir encanto, feminilidade e despertar emocional.
A flor de liz começando a abrir suas pétalas.
É o figurino do desabrochar: Liz já não é apenas a menina protegida. Ela começa a sentir o próprio corpo, a própria imagem e o efeito que causa nos outros — inclusive em Lúcia.
Conceito do figurino: O desabrochar da flor diante do espelho e do desejo, o figurino deve transmitir encanto, feminilidade e despertar emocional.
A flor de liz começando a abrir suas pétalas.


Liz figurino 03
O terceiro figurino é o mais fantasmático e emocionalmente exposto. O branco, a transparência suave, a renda e o caimento longo dão a ela uma aparência quase espectral, como se Liz estivesse entre inocência, entrega e desamparo. e pode representar a fase mais vulnerável da personagem: depois da descoberta, depois do amor, depois da entrega e da ruptura. É uma Liz mais silenciosa, quase suspensa, marcada pelo abandono.
Conceito do figurino: A pureza ferida depois que o amor se transforma em ausência, não é apenas delicado; é triste. Tem algo de sonho, camisola, luto emocional e espera.
Uma flor branca depois da tempestade, ainda de pé, mas com as pétalas prestes a cair.
Conceito do figurino: A pureza ferida depois que o amor se transforma em ausência, não é apenas delicado; é triste. Tem algo de sonho, camisola, luto emocional e espera.
Uma flor branca depois da tempestade, ainda de pé, mas com as pétalas prestes a cair.


Lúcia figurino 01
O primeiro figurino de Lúcia apresenta a personagem como tutora, cuidadora e presença protetora dentro da casa. A roupa clara, elegante e sóbria reforça sua posição de alguém que organiza o ambiente, cuida de Liz e tenta manter a estabilidade após a perda dos pais da jovem, e deve transmitir acolhimento, maturidade e delicadeza. Lúcia aparece como abrigo emocional, alguém que oferece colo, cuidado e segurança.
Conceito do figurino: A guardiã da casa, serena por fora, marcada por dores antigas por dentro.
Uma cortina clara fechando suavemente uma janela: protege, mas também esconde.
Conceito do figurino: A guardiã da casa, serena por fora, marcada por dores antigas por dentro.
Uma cortina clara fechando suavemente uma janela: protege, mas também esconde.


Lúcia figurino 02
O segundo figurino representa a transformação emocional de Lúcia. Ela deixa de ser apenas a tutora cuidadosa e passa a revelar uma mulher atravessada por desejo, culpa e confusão. A roupa ganha uma leitura mais íntima e romântica, mostrando que Lúcia também está em processo de descoberta. Ela tenta controlar o que sente, mas o sentimento por Liz já ultrapassou o espaço do cuidado.
Conceito do figurino: A mulher que começa a perceber que seu afeto se transformou em desejo.
Um espelho embaçado: ela se vê, mas ainda não consegue aceitar completamente aquilo que sente.
Conceito do figurino: A mulher que começa a perceber que seu afeto se transformou em desejo.
Um espelho embaçado: ela se vê, mas ainda não consegue aceitar completamente aquilo que sente.


Lúcia figurino 03
O terceiro figurino é o mais doloroso. Ele representa a Lúcia da culpa, da doença, da despedida e do abandono. A personagem já não está apenas vivendo o amor; está tentando se afastar dele para não destruir Liz, carrega um tom de elegância triste, como alguém que se prepara para partir. É a Lúcia que ama profundamente, mas acredita que ficar será mais cruel do que ir embora.
Conceito do figurino: A mulher que parte carregando o amor como ferida e não como promessa.
Um perfume deixado no quarto depois da ausência: não se vê mais a presença, mas ela continua impregnada no ar.
Conceito do figurino: A mulher que parte carregando o amor como ferida e não como promessa.
Um perfume deixado no quarto depois da ausência: não se vê mais a presença, mas ela continua impregnada no ar.


Orleans
É a autoridade silenciosa e opressiva do passado de Lúcia. Ele representa o poder institucional do orfanato, a omissão diante da violência e a frieza de quem deveria proteger, mas permite que o sofrimento aconteça.
Ele não precisa agir de forma explosiva para ser ameaçador. Sua presença pesa porque ele observa, controla e consente. Orleans é o tipo de figura que transforma o silêncio em cumplicidade.
Conceito central: O homem que ocupa o lugar da autoridade, mas usa o silêncio como permissão para a violência.
Orleans é a sombra institucional de Flor de Liz, uma figura dominante que observa a dor de Lúcia sem impedir que ela aconteça.
Ele não precisa agir de forma explosiva para ser ameaçador. Sua presença pesa porque ele observa, controla e consente. Orleans é o tipo de figura que transforma o silêncio em cumplicidade.
Conceito central: O homem que ocupa o lugar da autoridade, mas usa o silêncio como permissão para a violência.
Orleans é a sombra institucional de Flor de Liz, uma figura dominante que observa a dor de Lúcia sem impedir que ela aconteça.


Gaspar
Representa a ameaça direta. Ele é uma das presenças masculinas que compõem o trauma de Lúcia, associado ao cerco, à intimidação e ao medo físico. Sua função na obra é menos individual e mais simbólica: ele encarna a invasão do espaço de uma mulher vulnerável, funcionando como uma força que invade, pressiona e retira qualquer sensação de segurança.
Conceito central: A presença que invade o espaço e transforma vulnerabilidade em medo.
Gael é a ameaça física do passado de Lúcia, uma sombra que se aproxima e torna o ambiente ainda mais sufocante.
Conceito central: A presença que invade o espaço e transforma vulnerabilidade em medo.
Gael é a ameaça física do passado de Lúcia, uma sombra que se aproxima e torna o ambiente ainda mais sufocante.


Lutero
Representa a cumplicidade da violência. Ele faz parte do grupo que cerca Lúcia e reforça a sensação de aprisionamento. Não é apenas mais uma presença; é um elemento que amplia o medo. Ele simboliza aqueles que participam, sustentam ou reforçam a opressão, mesmo quando não são o centro dela. Sua presença mostra que certas violências se tornam mais cruéis quando são coletivas.
Conceito central: O cúmplice que fortalece a ameaça e torna o medo inevitável.
Lutero é o eco da violência no passado de Lúcia, uma presença que reforça o cerco e transforma o trauma em memória coletiva.
Conceito central: O cúmplice que fortalece a ameaça e torna o medo inevitável.
Lutero é o eco da violência no passado de Lúcia, uma presença que reforça o cerco e transforma o trauma em memória coletiva.


Mozart
Representa o deboche cruel. Sua força está no riso, na provocação e na naturalização do sofrimento. Ele torna a ameaça ainda mais humilhante porque trata o medo como brincadeira. Dentro da memória traumática de Lúcia, Mozart é a presença que ri do desespero. Ele não apenas participa da opressão; ele a banaliza.
Conceito central: O riso cruel que transforma dor em humilhação.
Mozart é o deboche sombrio de Flor de Liz, uma presença que transforma a dor de Lúcia em jogo e deixa o trauma ainda mais profundo.
Conceito central: O riso cruel que transforma dor em humilhação.
Mozart é o deboche sombrio de Flor de Liz, uma presença que transforma a dor de Lúcia em jogo e deixa o trauma ainda mais profundo.
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